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SABER VIVER ATENDE MAIS 50 FAMÍLIAS NA ILHA E VILA DA IMBIRIBEIRA

Sexta-feira, 05/05/2017, a Saber Viver escreve 50 famílias nas oficinas e cursos de artesanatos, bordados e reciclagem do projeto “Semear e Colher Criando Vidas na Ilha de Deus”.

Mesmo sem patrocínio, apoio público ou privado a ONG, Centro Educacional Popular Saber Viver não para de atender as mulheres da Ilha de Deus e vila da Imbiribeira, nesta sexta-feira Nalvinha da Ilha e Edy Rocha receberam no Centro de Artes Saber Viver 50 mulheres que se escreveram para as oficinas de Artesanatos e Bordados manual.

A Iniciativa foi de Dona Beró e amigas da boa idade que estão sem trabalho para geração de renda, sem ocupação e também sentindo falta de momentos de lazer juntas, as mulheres das comunidades de Ilha de Deus e Vila da Imbiribeira.

O coordenador dos projetos Edy Rocha prometeu as mulheres que irá lutar muito em busca de apoio financeiro para manter as oficinas e viabilizar a venda dos produtos, a presidente Nalvinha da Ilha que sempre lutou pelos direitos das mulheres disse vai trabalhar junto com a equipe de voluntários e a diretoria para vencer as dificuldades na execução das atividades nas oficinas, cursos e venda dos produtos produzidos pelas artesãs.

Por: Edy Rocha

 

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 ILHA DE DEUS RECIFE ABRIL 2017

O SORRISO DE UMA ILHA

Para a maioria de nós, a segunda-feira é considerada um marco da semana, quando tudo começa.

Ao optarmos por realizar “férias voluntárias”, chegamos à Ilha de Deus/Recife numa calorosa segunda-feira. Ao atravessarmos a ponte “Vitória das Mulheres” e desembarcarmos do carro, a primeira coisa que descobrimos é que a segunda, por lá, é considerada “sem lei”! Oxí, sim: “quando ela desce com o bumbum no chão” – foi a nossa primeira aventura de viagem. Para nós seria o início frenético da semana, mas foi nos mostrado que o começo de tudo poderia sim ser livre das tribulações que toda segunda traz e regado de remelexos. Era o início da jornada: uma semana nessa ilha de magia.

Quando surgiu a oportunidade de realizarmos este voluntariado, foi aberto um leque de opções (Volunteer Vacations) com destinos que poderiam ser escolhidos. A escolha pelo destino foi intensificada quando vimos o nome “Ilha de Deus” – afinal, não poderia ser à toa este nome.

São cerca de 2000 pessoas morando na ilha e o que antes era considerada uma “Ilha sem Deus” devido à violência, hoje, é tida como o principal valor que seus nativos carregam: o orgulho em ser da Ilha.

É uma comunidade onde a maioria dos moradores sobrevive da pesca e não apresentam um rendimento financeiro alto, como eles mesmos dizem, “temos dificuldades, mas ninguém passa fome”. A Ilha é uma das maiores áreas de mangue em zona urbana do Brasil, é um dos últimos resquícios desse ecossistema na cidade do Recife.

Quando são encaminhados voluntários pela VV, há uma ficha que deve ser preenchida onde colocamos as atividades que queremos desenvolver na Ilha. Nossas opções foram: auxiliar na parte de educação das crianças que frequentam a creche da Ilha e também, embora sem qualquer destreza, ajudar no artesanato desenvolvido pelas mulheres da ilha, que aproveitam o material que têm disponível (como conchas) para realizarem suas obras de arte.

Os dias por lá seriam agitados nesta semana, algo um pouco atípico para os moradores. Se a segunda era “sem lei”, na terça tudo estava uma loucura. Receberam o programa “Estrelas”, da Rede Globo, com a atriz Fabiana Carla, para realizarem um quadro sobre solidariedade e conhecimento sobre o trabalho desenvolvido na Ilha. Também nessa mesma semana ocorreu uma reunião sobre um dos projetos que ajudam no desenvolvimento do turismo na região, materiais reciclados e empreendedorismo, assim como o turismo de base comunitária (Catamarã) que acontece uma vez por semana, dessa vez, ocorreu duas vezes.

Logo, estavam todos correndo de um lado para o outro para darem conta de tudo – inclusive nós. Embora tenhamos convivido com as crianças e as mulheres da ilha na parte do artesanato, foi com os jovens que passamos a maior parte do tempo.

Mal sabíamos o tamanho do esforço que eles nos mostrariam. A ONG (Semear e Colher) capacita e sensibiliza jovens através da formação cultural, com danças e teatros, incentivando-os a manter as tradições e proporcionando que estes mesmos jovens sejam voluntários na Ilha e realizem trabalhos com o intuito de beneficiar todas as pessoas que ali vivem.

O jovem que ajudava a preparar o nosso café da manhã, era o mesmo que dançava frevo. A moça que é secretaria na ONG, era a mesma que vestia a saia para dançar e encantar. A jovem de sorriso largo era a mesma que cuidava das crianças na creche e que sorria mais ainda quando o frevo começava. A do cabelo todo ajeitado que ajudava a mãe no artesanato, era a que puxava a todos com as mais diversas coreografias.

No dia da filmagem para o programa “Estrelas”, esses mesmos jovens que estavam fazendo comida, cuidando das crianças, plantando sementes de mangue e ajudando no artesanato nos encantaram e nos mostraram que, para sorrir e ser feliz, precisamos de muito pouco. Na verdade, tudo depende de nós e tudo acontece quando temos AMOR pelo que fazemos.

E foi por/com esse amor que eles, em meio a um monte de casquinha de mariscos, sem sapatilhas nos pés, com guarda-chuva de frevo quebrado, com roupa para dança que ganharam em 2008 -apresentaram-se lindamente e sem fazer cara feia por repetirem 5 vezes a coreografia em busca da imagem perfeita para a gravação da Globo... pena que na edição deste sábado (13/05), não os mostrou, mas ficou em nossa memória.

E, aí, foi uma das maiores lições que tivemos: embora cansados e exaustos, ainda havia pique para depois de tudo que haviam feito durante o dia (o que não foi pouco) terminar a noite ensaiando para a apresentação do dia seguinte. E adivinhem? Um sorriso vale SIM mais que mil palavras.

Esses mesmos meninos que estamos descrevendo, são jovens de 15-22 anos que, com a ajuda de uma ONG da Alemanha, têm a oportunidade de viajarem para lá todos os anos e não é a passeio.

Na Alemanha, eles desenvolvem oficinas de frevo, maracatu e capoeira para refugiados e também realizam algumas apresentações em escolas e teatros. Este trabalho dura cerca de 2meses, e como eles mesmo nos disseram “levamos alegria e felicidade para as pessoas através da dança”.

Nossos dias na Ilha de Deus nos levaram a várias experiências: fomos irmãs gêmeas por lá (no final até já estávamos acreditando nisso), andamos de canoa, conhecemos o poder das muriçocas (umas espécie de pernilongos), colhemos semente de mangue, catamos sururu(espécie de molusco – maior renda da ilha), realizamos tentativa de entrar no grupo de frevo como dançarinas (não autorizaram, e olha que dançamos bem hahahah), ajudamos nas cortinas feitas artesanalmente pelas mulheres da Ilha e arriscamos uma festa surpresa com a ajuda da galera para a mulher que é um dos centros da Ilha – Nalvinha.

Nalvinha é filha de Dona Beró, essa sim o coração da Ilha de Deus, uma senhora que canta e encanta com suas palavras, seu canto e pelo amor que carrega dentro do peito. Fazendo os cálculos, são 33 netos, sua mãe faleceu há 5meses com 112 anos, logo, Dona Beró está no auge de seu debute na Ilha e Nalvinha tem o respeito e a admiração de todos, desde as crianças até os de mais idade que moram por lá – ninguém ganha dela e todos a procuram para todo o tipo de necessidade. Uma informação recebida quando você chega à Ilha é de que quem manda, são as mulheres, agora da para entender porque todos a procuram.

“Vocês estavam em Recife e não foram à praia?” Fomos, dois dias. No primeiro, acordamos cedo e, como era feriado, não haveria muito o que fazer na Ilha, arrumamos nossas coisas, pedimos informações necessárias e fomos à praia de Boa Viagem.

Um dia típico de Recife, quente, ótimo para ficar curtindo uma praia, porém conseguimos ficar 1 hora por lá. Pareceu não fazer sentido estar lá, somente nós duas enquanto os demais estavam na Ilha – faltavam sorrisos, amor e emoção. Arrumamos as coisas e voltamos para o que de melhor tínhamos: as pessoas da ilha. No dia seguinte, fomos novamente, mas carregamos Didi junto para nós “lembrar” por quem estávamos lá.

Tudo passou muito rápido, já era segunda novamente e estava na hora de voltar para casa. Acordamos mais cedo para dar uma última volta por onde havia sido nossa casa nos últimos dias e o coração já apertava.

Andando pela Ilha, tudo estava igual menos o nosso coração. Ao andar pelas alamedas, nos despedíamos das pessoas e recebíamos um sorriso e as palavras “voltem novamente, não esqueçam de nós!”, só de escrever, os olhos já marejam novamente.

Dona Beró que cantava “o dia já vem raiando meu bem e eu tenho que ir embora”, no final se calou e não olhava mais para nós, por uns minutos ficou assim até lembrar da próxima música.

Uma de suas filhas nos deu um recado: “sejam felizes e sorriam sempre, as pessoas precisam disso, ninguém tem culpa dos nossos problemas a não ser nós mesmos”!

Alguns de nossos amados jovens foram conosco até o aeroporto. Foi difícil dar tchau, fotos e canção de amizade para ver se demorava um pouco mais a partida. No final, abraçadas e chorando, caminhamos cheias de saudades ao embarque.

A Ilha de Deus fez algo grandioso por nós e de lá saímos com a seguinte canção “A amizade é uma coisa tão bonita, tão verdadeira, pra vida inteira. Amigo perto, amigo longe, amigo amigo sempre comigo, no coração! ”

Ao longo do ano, vários voluntários passam pela Ilha de Deus e compartilham suas histórias e seus destinos - essa foi a nossa.

Adriana Matulle  / Ramona Finato

 

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  A ONG SABER VIVER LANÇA PROJETO PARA RECUPERAÇÃO DO MANGUE NO RECIFE  PERNAMBUCO

  Nesta quinta feira 20/04/2017 A ONG Saber Viver apresentou para empresários, amigos e parceiros o projeto ambiental “Semear e Colher Criando Vidas na Ilha de Deus” desenvolvido com o objetivo de limpar os rios e recuperar os manguezais da Ilha de Deus e grande Recife.

Muitos amigos e parceiros estiveram presentes para prestigiar o evento, eles tiveram a oportunidade de assistirem os jovens da   Cia de Dança Nativos apresentar o Espetáculo “Rios Mortos, Mangue sem Vida Povo com Fome” e as crianças da Escolinha Saber Viver apresentando o Espetáculo “Salvando Vidas na Ilha de Deus”.

O lançamento tem como objetivo principal buscar apoio para realizar ações de proteção aos manguezais nas margens dos rios: Tejipió, Jordão e Pina, por ser uma importante fonte de geração de trabalho, renda e produção de alimentos para as pessoas que dependem do mangue, esse importante ecossistema marinho no grande Recife no Estado de Pernambuco.    

A ONG Centro Educacional Popular Saber Viver uma entidade da sociedade civil organizada, com 34 anos de existência na Ilha de Deus, está preocupada com os abusos que ameaçam a sobrevivência dos manguezais, que caso não sejam tomadas rapidamente medidas efetivas para conservação e preservação tendem a se extinguir, colocando em risco todo o equilíbrio da zona costeira e afetando diretamente a comunidade Ilha de Deus.  

O tema do encontro teve como foco principal a recuperação do mangue e rios, as agressões sofridas pelos manguezais “lançamento de resíduos sólidos, esgotos industriais e domésticos, desmatamentos e aterros”.

Para os moradores ribeirinhos e principalmente da Ilha de Deus, seria o fim das atividades pesqueiras já que esses rios fornecem uma grande variedade de organismos que são utilizados na pesca:  peixes, crustáceos e moluscos, além de desempenharem diversas funções naturais de grande importância ecológica do ecossistema marinho. 

Queremos agradecer ao Porto Social, a Prefeitura do Recife, a Empresa Newsupri, a Solivida, e a todos os amigos e parceiros presentes no lançamento do projeto.

Por: Edy Rocha

Fotos: Gabriel Lacerda

Contato: centrosaberviver@hotmail.com

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 ESTRELAS SOLIDÁRIA NA SABER VIVER ILHA DE DEUS

Nesta quarta–feira, 19 de abril de 2017, a atriz Fabiana Karla gravou o programa “Estrelas Solidárias na Ilha de Deus para mostrar o trabalho desenvolvido pelos voluntários da Saber Viver no projeto “Semear e Colher Criando Vidas na Ilha de Deus”.

A Presidente da ONG Saber Viver Nalvinha da Ilha, foi a personagem do programa “Estrelas Solidárias” apresentado por Angélica na Rede Globo de Televisão.
Fabiana Karla foi voluntária por um dia no projeto de meio ambiente que está limpando e plantando mudas de mangue para recuperar as margens dos rios, Tejipió, Jordão e Pina com apoio de voluntários da ONG, Centro Educacional Popular Saber Viver.

Dona Beró da Ilha, as marisqueiras e as artesãs da Ilha fizeram uma participação muito importante, nas filmagens elas mostraram como funciona a cadeia produtiva e o empreendedorismo movido pelo trabalho das mulheres da Ilha de Deus.

Por: Edy Rocha
Fotos: Gabriel Lacerda
Contato: centrosaberviver@hotmail.com




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